VAR ou GLT? Entenda a tecnologia que decidiu eliminação nos EUA no Mundial Feminino

(notícia escrita em português do Brasil)

A Suécia eliminou os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina em lance que foi necessário o uso de tecnologia. Em cobrança de pênalti, o chute da sueca Hurtig inicialmente parou em defesa de Naeher, mas voltou para o gol e passou apenas alguns milímetros da linha. O uso da tecnologia foi acionado e o gol validado.

O lance foi validado pela Tecnologia da Linha do Gol (TGL) e não pelo Árbitro Assistente de Vídeo (VAR), tecnologia utilizada no Campeonato Brasileiro de Futebol masculino e que é a mais conhecida entre os torcedores.

A tecnologia da linha do gol é a mais antiga entre as duas, foi a primeira tecnologia introduzida no futebol para auxiliar alguns árbitros na dúvida se a bola entrou ou não no gol. Principalmente em situações complicadas para o árbitro ver.

Um chip é introduzido na bola para ajudar na identificação se a bola entrou ou não no gol e também sensores no quadro do gol. O árbitro pode receber um sinal e seu relógio.

Mas há ainda outra opção: câmeras de alta velocidade são colocadas em posições corretas para analisar matematicamente a posição da bola no espaço 3D. Também em seguida, o árbitro pode receber um sinal por ondas de rádio para seu relógio.

Antes da introdução desta tecnologia da linha do gol no futebol, havia casos em que gols cruciais eram anulados por falta de certeza do árbitro sobre a situação. A tecnologia tem mais de 95% de precisão.

O VAR foi introduzido posteriormente nofutebol principalmente para reduzir (porque ainda não é tão preciso quanto a tecnologia da linha de gol) casos de ações ilegais na área que causam ou impedem um gol, situações de faltas claras na área, decisões de pênaltis, cartão vermelho claro situações de punição, questões de identidade equivocadas feitas por árbitros e algumas outras situações de jogo. Neste caso, árbitros auxiliares analisam imagens de câmeras estrategicamente colocadas no campo para dar então um veredito.

Foi preciso 14 cobranças para a partida entre Suécia e EUA ser decidida. Megan Rapinoe, a grande estrela norte-americana e que se aposenta após este Mundial, perdeu sua cobrança, ao isolar a bola para cima do gol, quando o placar estava 3 a 2 para os EUA. E a jovem Sophia Smith poderia ter fechado o jogo mas também errou seu chute. Kelly O’hara, também pelos EUA, acertou a trave. Já Sullivan, Horan, Mewis, e a goleira Narher converteram.

Pela Suécia, Bjron isolou e Blomqvist parou em Narher. Rolfo, Rubensson, Bennison, Eriksson e Hurtig converteram.

Fonte: Extra Esporte